Em Pinela, oferecer uma cantarinha é um gesto de amizade. Dá-se a quem se quer bem. Faz parte da identidade da aldeia e transformou uma pequena peça de barro num dos seus símbolos mais queridos.
Cada cantarinha nasce das mãos de Julieta Alves, a última oleira de Pinela e guardiã de uma tradição artesanal que resiste ao tempo. Na roda de oleiro, o barro ganha forma como acontece há gerações, preservando um saber que faz parte da memória da Terra Fria Transmontana e que continua vivo graças a quem se recusa a deixá-lo desaparecer.
“Trabalhar na roda é como tocar piano. Precisa de concentração e treino”, explica Julieta Alves.
Depois de uma vida dedicada ao barro, continua a encontrar prazer nesse gesto repetido vezes sem conta. “É uma maravilha sentir o barro nas mãos”, confessa.
Entrar na olaria de Julieta Alves é conhecer de perto um trabalho que preserva a identidade de Pinela. Na olaria, a cerca de 15 minutos a pé ou apenas dois minutos de carro do Água Hotels Terra Fria, é possível participar em workshops de contato com o barro e experimentar a roda de oleiro, descobrindo um saber transmitido de geração em geração. Cada peça transporta a marca das mãos que a moldaram e a história de uma comunidade que continua a preservar a sua identidade.
Foi por isso que o Água Hotels Terra Fria elegeu a cantarinha de Pinela como um dos símbolos do hotel. Escolhê-la foi uma forma de homenagear a hospitalidade desta terra, a ligação à comunidade e o compromisso de valorizar as tradições que fazem da Terra Fria um destino autêntico.
Receber uma cantarinha é levar consigo um pouco de Pinela. É levar uma tradição que continua viva e um gesto que diz muito sobre a forma como esta região recebe quem a visita.
Porque, em Pinela, as cantarinhas oferecem-se a quem se quer bem.