O Água Hotels Terra Fria nasceu da paisagem que o envolve. O edifício foi moldado pela montanha e pela luz características da Terra Fria.
Essa relação prolonga-se no interior. Ao percorrer o hotel, o território revela-se nas paredes, nos espaços de passagem, nas janelas rasgadas sobre o horizonte, na forma como cada ambiente se abre ao exterior.
As fotografias de Georges Dussaud acompanham esse percurso. Em preto e branco, revelam décadas de relação com Trás-os-Montes — um trabalho construído com tempo, proximidade e atenção aos gestos mais simples.
Nesta iconografia reconhecem-se vidas ligadas à terra. As imagens de Georges Dussaud nasceram de uma observação prolongada e de uma relação direta com os lugares. Nelas surgem homens, mulheres e crianças, mas também os gestos e os espaços que estruturam o quotidiano: o trabalho agrícola, a apanha da batata, a confeção do pão, os ciclos das estações, os momentos de pausa e os rostos da comunidade. Entre registo documental e sensibilidade, estas fotografias constroem um retrato consistente de uma região e da sua identidade.
As fotografias de Georges Dussaud percorrem todo o hotel, transformando o Água Hotels Terra Fria numa verdadeira galeria de fotografia. Mais do que elementos decorativos, são parte integrante da identidade do hotel e estabelecem um diálogo permanente entre a arquitetura, a paisagem e a comunidade que lhe dá vida.
No hotel, estas fotografias encontram o seu lugar com naturalidade. Não interrompem o espaço, prolongam-no. O que mostram corresponde ao que existe em redor, como se o interior fosse a natural continuidade da paisagem, das suas gentes e da sua cultura.
A Terra Fria deixa de ser apenas um nome. Torna-se presença, matéria e memória. E, nesse encontro entre arquitetura, fotografia e território, o hotel afirma-se como parte de um lugar vivido.
Georges Dussaud, fotógrafo francês nascido em 1934, está ligado desde 1986 à agência Rapho, referência da fotografia humanista europeia. A partir da década de 1980, desenvolveu um trabalho continuado em Portugal, com particular incidência em Trás-os-Montes, regressando ao longo dos anos para acompanhar comunidades, ritmos e transformações.
Em Bragança, o Centro de Fotografia Georges Dussaud prolonga essa ligação, reunindo e divulgando uma parte significativa da sua obra. No Água Hotels Terra Fria prestamos homenagem a Georges Dussaud, integrando a sua obra na identidade do hotel e prolongando, entre estas paredes, o diálogo que o fotógrafo construiu durante décadas com a Terra Fria.
Em Pinela, oferecer uma cantarinha é um gesto de amizade. Dá-se a quem se quer bem. Faz parte da identidade da aldeia e transformou uma pequena peça de barro num dos seus símbolos mais queridos.
Cada cantarinha nasce das mãos de Julieta Alves, a última oleira de Pinela e guardiã de uma tradição artesanal que resiste ao tempo. Na roda de oleiro, o barro ganha forma como acontece há gerações, preservando um saber que faz parte da memória da Terra Fria Transmontana e que continua vivo graças a quem se recusa a deixá-lo desaparecer.
“Trabalhar na roda é como tocar piano. Precisa de concentração e treino”, explica Julieta Alves.
Depois de uma vida dedicada ao barro, continua a encontrar prazer nesse gesto repetido vezes sem conta. “É uma maravilha sentir o barro nas mãos”, confessa.
Entrar na olaria de Julieta Alves é conhecer de perto um trabalho que preserva a identidade de Pinela. Na olaria, a cerca de 15 minutos a pé ou apenas dois minutos de carro do Água Hotels Terra Fria, é possível participar em workshops de contato com o barro e experimentar a roda de oleiro, descobrindo um saber transmitido de geração em geração. Cada peça transporta a marca das mãos que a moldaram e a história de uma comunidade que continua a preservar a sua identidade.
Foi por isso que o Água Hotels Terra Fria elegeu a cantarinha de Pinela como um dos símbolos do hotel. Escolhê-la foi uma forma de homenagear a hospitalidade desta terra, a ligação à comunidade e o compromisso de valorizar as tradições que fazem da Terra Fria um destino autêntico.
Receber uma cantarinha é levar consigo um pouco de Pinela. É levar uma tradição que continua viva e um gesto que diz muito sobre a forma como esta região recebe quem a visita.
Porque, em Pinela, as cantarinhas oferecem-se a quem se quer bem.